Traficante Nem fica em silêncio em audiência no TJ do Rio
Ele só se manifestou para negar que era conhecido como 'papai'.
Policiais da Drae afirmaram que ele era chamado pelo apelido.
O
O Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem,se permaneceu em silêncio durante a audiência do processo na 17ª Vara Criminal, em que é réu por tráfico de drogas e porte ilegal de armas, nesta sexta-feira (11), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Ele só se manifestou para negar que também era conhecido como "papai", o que foi dito por policiais que prestaram depoimento anteriormente, como testemunhas de acusação. “O que eu tenho a falar é que eu nunca fui chamado de ‘papai’, a não ser pelos meus filhos”, disse Nem, que voltará ao TJ na segunda-feira (14), para continuar a ser ouvido em outro processo, que começou na quinta-feira (10) mas acabou sendo adiado..
Ouvidos como testemunhas de acusação, três policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) afirmaram que o traficante usava violência para chefiar o tráfico de drogas na Rocinha, na Zona Sul do Rio. A audiência teve início às 14h20.
Segundo os policiais, que investigavam o traficante através de escutas telefônicas, Nem também era conhecido como “mestre” e “papai”. Os depoimentos dos três policiais foram semelhantes. Eles confirmaram que Nem era o chefe do tráfico da favela e que ele andava com um grupo de traficantes armados, que seriam seus seguranças. O bando, segundo as testemunhas, era agressivo.
Presídio de segurança máximaNem foi transferido do presídio de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para Bangu I, na Zona Oeste do Rio, na quarta-feira (9). Na quinta-feira (10), ele compareceu ao TJ para ser ouvido em um processo que é réu junto com os ex-líderes comunitários William de Oliveira e Alexandre Leopoldino Pereira da Silva.
O traficante voltaria nesta sexta para o Mato Grosso do Sul, mas os interrogatórios foram transferidos para a próxima segunda (14). Os três respondem a processo por porte de armas e associação para o tráfico.
Testemunha faltou à audiência
O adiamento foi provocado pela ausência de uma das testemunhas de defesa, o delegado Maurício Demétrio, que também prestaria depoimento na quinta. Os advogados consideraram seu testemunho indispensável.
Segundo a juíza Naires Arce, da 38ª Vara Criminal, o delegado ligou dizendo que não compareceria à audiência por problemas de saúde. Estavam previstos os interrogatórios dos três réus e os depoimentos de quatro testemunhas de defesa, convocadas a pedido dos advogados de William e de Alexandre.
A acusação refere-se ao vídeo em os réus aparecem manuseando um fuzil na Rocinha. Nas imagens, William recebe dinheiro de Nem. Na denúncia, William e Alexandre são acuados de venderem a arma para Nem e de usarem o prestígio político conquistado com o trabalho comunitário para incrementar os negócios com a venda de drogas.
Beltrame foi o primeiro a deporO secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, foi o primeiro a depor como testemunha de defesa. Indagado se recebeu e-mails com denúncias de ameaças a William de Oliveira, o secretário José Mariano Beltrame disse que não se recordava de nada específico.
Sobre um e-mail da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que relataria a ameaça de traficantes a uma equipe de gravação estrangeira na Rocinha, que na ocasião estava acompanhada de Wiilliam, Beltrame disse que a polícia não reagiu diretamente. “Nossa resposta foi a ocupação daquela área, como foi amplamente divulgado”, afirmou.
William trabalhava no gabinete da vereadora e foi exonerado logo depois da divulgação do vídeo.
Beltrame afirmou que desde que passou a trabalhar no setor de
inteligência tem informações sobre a atuação de Nem no tráfico: “Pelo
menos desde 2003, ainda como delegado da Polícia Federal, sei de suas
ligações com a venda de drogas na Rocinha”.
Outras três testemunhas foram ouvidas: o delegado Alexandre Herdy, o vereador Paulo Messina (PV) e o deputado estadual André Lazaroni (PMDB).
Já foram ouvidas as testemunhas de acusação e das de defesa de Nem, que prestaram depoimento na Paraíba.
Porta-malas
Nem foi preso na madrugada do dia 10 de novembro de 2011, na Lagoa, Zona Sul da cidade, quando tentava fugir da Rocinha escondido no porta-malas de um carro Toyota Corolla preto. O veículo em que estava foi abordado por policiais do Batalhão de Choque que faziam uma blitz em um dos acessos à favela.
No dia anterior, os traficantes Carré, Coelho e outros suspeitos foram presos durante uma ação da Polícia Federal na Zona Sul. Entre os presos estavam três civis e dois ex-PMs, que escoltavam o bando que tentava fugir da Rocinha.
Três dias após a prisão de Nem, policiais militares, civis e federais, com o apoio de fuzileiros navais, ocuparam as favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu.
No dia 19 de novembro do ano passado, Nem foi transferido do presídio de Bangu I, na Zona Oeste do Rio, para a unidade prisional em Campo Grande, com outros três traficantes: Flávio Melo dos Santos, Carré e Coelho.
Por: G1.com
O Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem,se permaneceu em silêncio durante a audiência do processo na 17ª Vara Criminal, em que é réu por tráfico de drogas e porte ilegal de armas, nesta sexta-feira (11), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Ele só se manifestou para negar que também era conhecido como "papai", o que foi dito por policiais que prestaram depoimento anteriormente, como testemunhas de acusação. “O que eu tenho a falar é que eu nunca fui chamado de ‘papai’, a não ser pelos meus filhos”, disse Nem, que voltará ao TJ na segunda-feira (14), para continuar a ser ouvido em outro processo, que começou na quinta-feira (10) mas acabou sendo adiado..
Ouvidos como testemunhas de acusação, três policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) afirmaram que o traficante usava violência para chefiar o tráfico de drogas na Rocinha, na Zona Sul do Rio. A audiência teve início às 14h20.
Segundo os policiais, que investigavam o traficante através de escutas telefônicas, Nem também era conhecido como “mestre” e “papai”. Os depoimentos dos três policiais foram semelhantes. Eles confirmaram que Nem era o chefe do tráfico da favela e que ele andava com um grupo de traficantes armados, que seriam seus seguranças. O bando, segundo as testemunhas, era agressivo.
Presídio de segurança máximaNem foi transferido do presídio de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para Bangu I, na Zona Oeste do Rio, na quarta-feira (9). Na quinta-feira (10), ele compareceu ao TJ para ser ouvido em um processo que é réu junto com os ex-líderes comunitários William de Oliveira e Alexandre Leopoldino Pereira da Silva.
O traficante voltaria nesta sexta para o Mato Grosso do Sul, mas os interrogatórios foram transferidos para a próxima segunda (14). Os três respondem a processo por porte de armas e associação para o tráfico.
Testemunha faltou à audiência
O adiamento foi provocado pela ausência de uma das testemunhas de defesa, o delegado Maurício Demétrio, que também prestaria depoimento na quinta. Os advogados consideraram seu testemunho indispensável.
Segundo a juíza Naires Arce, da 38ª Vara Criminal, o delegado ligou dizendo que não compareceria à audiência por problemas de saúde. Estavam previstos os interrogatórios dos três réus e os depoimentos de quatro testemunhas de defesa, convocadas a pedido dos advogados de William e de Alexandre.
A acusação refere-se ao vídeo em os réus aparecem manuseando um fuzil na Rocinha. Nas imagens, William recebe dinheiro de Nem. Na denúncia, William e Alexandre são acuados de venderem a arma para Nem e de usarem o prestígio político conquistado com o trabalho comunitário para incrementar os negócios com a venda de drogas.
Beltrame foi o primeiro a deporO secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, foi o primeiro a depor como testemunha de defesa. Indagado se recebeu e-mails com denúncias de ameaças a William de Oliveira, o secretário José Mariano Beltrame disse que não se recordava de nada específico.
Sobre um e-mail da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que relataria a ameaça de traficantes a uma equipe de gravação estrangeira na Rocinha, que na ocasião estava acompanhada de Wiilliam, Beltrame disse que a polícia não reagiu diretamente. “Nossa resposta foi a ocupação daquela área, como foi amplamente divulgado”, afirmou.
William trabalhava no gabinete da vereadora e foi exonerado logo depois da divulgação do vídeo.
Outras três testemunhas foram ouvidas: o delegado Alexandre Herdy, o vereador Paulo Messina (PV) e o deputado estadual André Lazaroni (PMDB).
Já foram ouvidas as testemunhas de acusação e das de defesa de Nem, que prestaram depoimento na Paraíba.
Porta-malas
Nem foi preso na madrugada do dia 10 de novembro de 2011, na Lagoa, Zona Sul da cidade, quando tentava fugir da Rocinha escondido no porta-malas de um carro Toyota Corolla preto. O veículo em que estava foi abordado por policiais do Batalhão de Choque que faziam uma blitz em um dos acessos à favela.
No dia anterior, os traficantes Carré, Coelho e outros suspeitos foram presos durante uma ação da Polícia Federal na Zona Sul. Entre os presos estavam três civis e dois ex-PMs, que escoltavam o bando que tentava fugir da Rocinha.
Três dias após a prisão de Nem, policiais militares, civis e federais, com o apoio de fuzileiros navais, ocuparam as favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu.
No dia 19 de novembro do ano passado, Nem foi transferido do presídio de Bangu I, na Zona Oeste do Rio, para a unidade prisional em Campo Grande, com outros três traficantes: Flávio Melo dos Santos, Carré e Coelho.
Por: G1.com







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